25 mil militares nas eleições: onde eles vão atuar no 2º turno?
Cerca de 25 mil militares vão apoiar a Justiça Eleitoral em 306 municípios de 11 estados. No Maranhão, a Lei Seca das 0h às 20h não foi localizada em ato oficial.
Informações confirmadas em 2 fontes independentes. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

As Forças Armadas devem empregar perto de 25 mil militares no domingo 25 de outubro, quando ocorre o segundo turno, para dar suporte à Justiça Eleitoral. O número foi publicado pela Exame, com base em informações do Ministério da Defesa e da Agência Brasil. A checagem confirma o contingente, a distribuição territorial e a finalidade logística da operação. Não confirmou, porém, o teor da portaria estadual que teria instituído Lei Seca eleitoral no Maranhão.
O que se confirma
Confirmamos a mobilização de cerca de 25 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para apoiar a votação e a apuração. Os números nacionais constam da reportagem da Exame, que cita o Ministério da Defesa — até o fechamento desta checagem, não localizamos outra reportagem que trouxesse o mesmo total de efetivo federal.
Segundo esse material, as ações de Garantia da Votação e da Apuração alcançam 306 municípios em 11 estados, enquanto o apoio logístico chega a outras 39 cidades em oito unidades da federação, priorizando áreas de difícil acesso. A tropa transportaria urnas, equipamentos e equipes eleitorais em aviões, helicópteros, embarcações e veículos militares, incluindo comunidades rurais, ribeirinhas e terras indígenas.
Leia tambémAs regras de votação que circulam sobre este domingo são confiáveis?O emprego das tropas depende de pedido da Justiça Eleitoral e de autorização presidencial. A coordenação nacional fica com o Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, em articulação com os Comandos Conjuntos do segundo turno — Amazônia, Amazônia Oriental, Nordeste, Planalto, Oeste e Leste — e com o Comando de Operações Aeroespaciais. O Ministério da Defesa afirma que a participação militar busca assegurar a normalidade da votação, manter a ordem pública e permitir o livre exercício do voto.
No Maranhão, o g1 detalhou o reforço estadual para os 217 municípios: 7.250 policiais militares, 197 policiais civis, 161 bombeiros militares, 32 integrantes da Feisp, 75 profissionais do CTA e cerca de 150 do CISP e do Ciops, além de equipes da Perícia Oficial. O estado tem 105 zonas eleitorais, 5.886 locais de votação e 5.186.562 eleitores.
- Policiamento preventivo, guarda de urnas, segurança dos locais de votação e atendimento de ocorrências;
- Inteligência e investigação, com quatro helicópteros, viaturas e unidades operacionais;
- Polícia Civil com 50 viaturas, 58 delegados e 108 oficiais de investigação em 21 delegacias regionais;
- Articulação com o TRE-MA, a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral, com policiamento mantido após a votação.
O coronel Célio Roberto, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, afirmou: "Teremos bombeiros militares nos locais definidos para a guarda das urnas, com equipes de reserva para atender a eventuais necessidades. Paralelamente, nossas unidades permanecem preparadas para o atendimento de emergências, garantindo a continuidade dos serviços prestados à população".
O que não está confirmado
A Lei Seca eleitoral no Maranhão, das 0h às 20h do domingo, com proibição de venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, não foi sustentada pela checagem. A restrição é descrita em material atribuído à Secretaria de Segurança Pública do estado e à Portaria nº 458/2026, mas não encontramos confirmação independente sobre o horário, a abrangência e a redação do ato. O tema aparece, portanto, como informação a verificar, não como fato estabelecido.
Contexto
A operação militar no pleito é acionada a partir de pedidos dos tribunais eleitorais, que apontam locais onde o aparato civil é considerado insuficiente. Neste ano, a articulação reúne Justiça Eleitoral, Ministério da Defesa, as três Forças e órgãos de segurança pública, em escala federal e estadual. As duas reportagens consultadas tratam de escopos diferentes: a Exame aborda o contingente federal, e o g1, o efetivo estadual maranhense — não há contraposição entre os dados, apenas recortes distintos.
O que ainda não se sabe
Não há informação sobre o efetivo militar empregado no primeiro turno, o que impede comparar o tamanho da operação. Também não estão detalhados quais são os 11 estados e as 306 cidades que receberão as ações de Garantia da Votação e da Apuração, nem a divisão numérica entre Marinha, Exército e Aeronáutica.
Faltam ainda dados sobre eventuais pedidos de reforço feitos por governadores ou pelo TSE além do contingente já anunciado, e o texto da portaria do TSE que autoriza a atuação militar e fixa seus limites. Sem esses documentos, não é possível dizer com precisão o que a tropa pode ou não fazer nos locais de votação além das atribuições logísticas e de garantia da ordem descritas pelo Ministério da Defesa.
Fontes consultadas 2
- 1g1Mais de 7 mil agentes de segurança reforçam policiamento no 2º turno das eleições no MAg1.globo.com
- 2ExameForças Armadas mobilizam 25 mil militares para reforçar segurança das eleiçõesexame.com
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