domingo, 25 de outubro de 2026
Justiça Eleitoral

Nikolas e Marçal seguem nos feeds de quem não os segue?

O corregedor Cueva impôs relatórios a cada 6h e multas de até R$ 500 mil às plataformas até 25 de outubro; a exclusão dos perfis da recomendação é o ponto em disputa.

Por Redação Use a Lógica · Atualizado
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4 min de leitura 2 fontes
Parcialmente confirmado

Parte das informações foi confirmada; o restante segue em apuração e está sinalizado no texto. O que checamos · Ver fontes · Como checamos

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva em cerimônia de posse no TSE
Posse do ministro Villas Bôas Cueva como membro titular da Corte Eleitoral (foto de arquivo, 2025) Foto: O Tribunal da Democracia (Public domain), via Wikimedia Commons

O corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou na noite de sexta-feira (23) que a Meta envie ao tribunal relatórios a cada seis horas sobre o alcance e a distribuição de novas publicações de Nikolas Ferreira e de Pablo Marçal. A ordem foi dada em Brasília, no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), e vale até o encerramento da votação do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O envio dos documentos alcança os dias 24 e 25 de outubro de 2026, sendo o segundo o dia da votação. O prazo final das restrições é o encerramento do pleito.

Conforme o Poder360, os relatórios precisam informar visualizações de seguidores e de não seguidores, as superfícies responsáveis pela distribuição dos conteúdos e os mecanismos de recomendação utilizados.

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Regras para as plataformas

Cueva vetou intervenções manuais e configurações algorítmicas específicas com o objetivo de ampliar artificialmente o alcance dos dois investigados ou de favorecê-los. As determinações valem também para o X.

De acordo com o Poder360, o ministro mandou a Meta aplicar sua regra geral, sem recomendar de forma proativa a usuários que não seguem os dois perfis conteúdos político-eleitorais publicados por eles até o fim da votação.

O descumprimento das obrigações impostas às plataformas, incluindo o envio dos relatórios, prevê multa de R$ 500 mil.

Restrições aos investigados

Na decisão, o corregedor afirmou que "a tutela inibitória ora examinada não constitui censura prévia, tampouco se destina a restringir a liberdade de expressão, de comunicação ou o exercício regular do debate político-eleitoral. Sua finalidade é estritamente preventiva e circunscrita à proteção da normalidade e da legitimidade das eleições".

Ficou determinado que os dois se abstenham, por si ou por interposta pessoa, de divulgar conteúdos eleitorais até o encerramento da votação. Também estão vedadas publicações com inteligência artificial proibidas pela legislação eleitoral, material fabricado ou manipulado vedado em lei e fatos sabidamente inverídicos.

Segundo a CNN Brasil, o ministro delimitou o que considera conteúdo político-eleitoral. A multa para cada investigado em caso de publicação irregular é de R$ 100 mil, após verificação judicial.

"Para os fins específicos desta tutela de urgência, devem ser compreendidas como conteúdos político-eleitorais as publicações que mencionem candidatos, partidos políticos ou a eleição, inclusive aquelas reproduzidas entre os perfis indicados. A delimitação confere objetividade à providência, sem importar proibição de publicação, remoção de conteúdo ou restrição de acesso pelos seguidores."

O que a decisão não acolheu

Sobre um dos pedidos da ação, as duas reportagens divergem. O Poder360 informa que Cueva negou o pedido para retirar os perfis de Nikolas e Marçal das superfícies de recomendação a quem não os segue e rejeitou a proibição antecipada de um vídeo anunciado por Marçal para sábado (24). A CNN Brasil afirma que a Justiça Eleitoral determinou a exclusão desses perfis das superfícies de recomendação.

A ação foi apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alegava favorecimento algorítmico ao perfil de Nikolas, conforme o Poder360. A Meta declarou que "diferenças de visualizações não comprovam favorecimento". A coligação citou um vídeo de Nikolas com depoimentos de nordestinos críticos ao presidente, que passou de 160 milhões de visualizações no Instagram, onde o perfil soma 25 milhões de seguidores.

Pendências

A decisão foi submetida ao plenário do TSE, segundo o Poder360. As reportagens consultadas não informam se cabe recurso, qual seria o prazo nem como a fiscalização ocorrerá além da entrega dos relatórios. Também não há detalhamento sobre o efeito prático da medida no debate eleitoral nas redes até o dia da votação.

O que checamos

Cada afirmação desta matéria foi conferida em fontes independentes antes da publicação.

6 confirmado7 só uma fonte1 versões divergem
  1. Só uma fonte

    O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que a Meta envie ao TSE, a cada 6 horas, relatórios detalhados sobre alcance e distribuição de novas publicações de Nikolas Ferreira e Pablo Marçal.

    Fontes: Poder360 · A CNN também menciona relatórios, mas não especifica intervalo de 6 horas nem detalhes de alcance/distribuição.
  2. Confirmado

    A obrigação de envio dos relatórios vale para os dias 24 e 25 de outubro, sendo 25 o dia do 2º turno das eleições.

    Fontes: Poder360, CNN Brasil · Ambas as fontes citam os dias 24 e 25 de outubro.
  3. Só uma fonte

    Os relatórios devem informar visualizações de seguidores e não seguidores, as superfícies responsáveis pela distribuição dos conteúdos e os mecanismos de recomendação utilizados.

    Fontes: Poder360 · Apenas o Poder360 detalha esses itens.
  4. Só uma fonte

    Cueva determinou que a Meta aplique sua regra geral e não recomende proativamente a usuários que não seguem Nikolas e Marçal conteúdos político-eleitorais publicados por ambos até o encerramento da votação.

    Fontes: Poder360 · A CNN não menciona essa determinação específica; em vez disso, afirma que os perfis foram excluídos das superfícies de recomendação, o que cria divergência.
  5. Confirmado

    Foi ordenado que a Meta não realize intervenções manuais ou configurações algorítmicas específicas para ampliar artificialmente ou favorecer os dois investigados.

    Fontes: Poder360, CNN Brasil · A CNN cita a proibição de amplificação artificial ou favorecimento deliberado.

Fontes consultadas 2

  1. 1Poder360TSE manda Meta enviar relatórios a cada 6 horas sobre Nikolas e Marçalpoder360.com.br
  2. 2CNN BrasilTSE determina que Nikolas e Marçal evitem conteúdos eleitorais até 2º turnocnnbrasil.com.br

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